quinta-feira, 6 de maio de 2010

Delírios de Consumo

Existe uma linha tênue, mas bem tênue mesmo, quase invisível, entre ser antenada e ser fútil. Sim, a maioria das pessoas adoooora comprar. E coisas que definitivamente não são essenciais (o mérito é todo dos publicitários!! Nunca houve uma era em que a gente quer tanto algo que não precisa). Eu me incluo nessa, também morro de paixão por sair e voltar com alguma coisa novinha em folha. Mas depois que comecei a ler os livros da série Becky Bloom, realmente comecei a me preocupar.

A tal linha que eu falei aí em cima fica bem difícil de achar na saga dessa ex-jornalista de economia. A personagem consumista tem seu charme, se metendo em diversas encrencas por não saber resistir às compras e não saber usar o cartão de crédito.Umas das características mais hilárias é a capacidade imaginativa dela, que compra um sapato pensando em visitar a rainha com ele e outras loucuras parecidas.

Porém, lá pelo terceiro, quarto livro da série (são cinco no total), você começa a se questionar se realmente é possível viver num mundo em que se mata e morre por uma bolsa de dois mil euros (sim, é esse o valor....é melhor nem converter para o Real...). Depois de tantos anos acompanhando a história de Becky, é de se imaginar que ela amadureça pelo menos um tiquinho e pare de se meter em tanta confusão. Mas isso não acontece...rs O bom é que depois de uma sessão de leitura, você sai craque em todos os tipos de grife, e de quebra, ainda consegue impressionar os amigos.