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  • - Ana Salazar - Desconstrução reload
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  • - Alexandre Herchcovitch - Balé de cores
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Delírios de Consumo

Existe uma linha tênue, mas bem tênue mesmo, quase invisível, entre ser antenada e ser fútil. Sim, a maioria das pessoas adoooora comprar. E coisas que definitivamente não são essenciais (o mérito é todo dos publicitários!! Nunca houve uma era em que a gente quer tanto algo que não precisa). Eu me incluo nessa, também morro de paixão por sair e voltar com alguma coisa novinha em folha. Mas depois que comecei a ler os livros da série Becky Bloom, realmente comecei a me preocupar.

A tal linha que eu falei aí em cima fica bem difícil de achar na saga dessa ex-jornalista de economia. A personagem consumista tem seu charme, se metendo em diversas encrencas por não saber resistir às compras e não saber usar o cartão de crédito.Umas das características mais hilárias é a capacidade imaginativa dela, que compra um sapato pensando em visitar a rainha com ele e outras loucuras parecidas.

Porém, lá pelo terceiro, quarto livro da série (são cinco no total), você começa a se questionar se realmente é possível viver num mundo em que se mata e morre por uma bolsa de dois mil euros (sim, é esse o valor....é melhor nem converter para o Real...). Depois de tantos anos acompanhando a história de Becky, é de se imaginar que ela amadureça pelo menos um tiquinho e pare de se meter em tanta confusão. Mas isso não acontece...rs O bom é que depois de uma sessão de leitura, você sai craque em todos os tipos de grife, e de quebra, ainda consegue impressionar os amigos.

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One song, one moment


Não há nada mais clichê do que aquelas cenas deprimentes do cinema, onde a mocinha/mocinho (sim, os homens também choram) se desespera ante a uma situação aterradora. Com certeza estarão presentes muitas lágrimas, objetos quebrados, e uma batida na porta seguida pela pessoa escorrendo por ela feito água. E o mais importante: música. Sempre tem música.

É a trilha que vai fazer toda a diferença na cena. É aquele toque final que te faz esquecer que é tudo meio piegas e acaba te emocionando. Talvez seja por isso que Glee, série norte-americana estreante do canal Fox , vem fazendo tanto sucesso. Não há como negar que a música, a boa música, é capaz de transmitir todo tipo de emoção.

A história do coral de desajustados do colégio Mckinley prende a atenção muito mais pela escolha das músicas - perfeitas, combinando com o tema do episódio - e suas interpretações diferenciadas do que pela trama. As mensagens que parecem óbvias ficam bem mais digeríveis quando cantadas. O único problema é que te dá uma vontade danada de sair cantando sua própria trilha depois de assistir aos episódios...e sabe como é, nem todo mundo é um tenor (muito menos eu...rs)Mas é a pedida certa pra quem gosta de humor ligeiro e nonsense.

Glee passa todas as quartas no canal Fox, ás 22 horas.

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Nada se cria, tudo se copia...ou se faz um Remake!

Virou moda, assim como as ankle boots e as meias-calças com estampa. Tá sem ideia pra fazer um filme? Bora fazer um remake! Esse parece ser o lema atual de quem produz conteúdo. No cinema, desde clássicos como Alice no País das Maravilhas até filmes de monstros de décadas atrás. A próxima novela da Globo - sim, eles também - é um pacotão de duas novelas de sucesso dos anos 70 ou 80, já nem sei mais. Até o vencedor do BBB 10 foi um remake. Tenso.

Estreou nos EUA "Fúria de Titãs", refilmagem do filme homônimo de 1981. Apesar de ter estreado na liderança das bilheterias, o filme com certeza não impressiona tanto quanto o original. Na era de Percy Jackson, talvez a rapaziada não se encante tanto pela trajetória épica do Perseu original.

Será falta de criatividade ou preguiça ? Ou talvez um pouco dos dois: falta ideia pra quem produz e preguiça em quem assiste, já que tudo acaba fazendo sucesso. De novo. É até bacana resgatar algumas coisas do passado, mas só algumas. Outras tem que ficar no passado, onde realmente pertencem. Afinal, nem todo mundo quer reviver aquele primeiro amor fracassado neh?

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